Expedição Amazônia

Trecho Manaus-AM a Belém-PA

Alma do Rio Expedição Amazonas Fotos da Viagem Fundos de Tela Roteiro de Viagem

21 de abril a 2 de maio de 2006

Descida do Rio Amazonas para organização do projeto:

"Rio Amazonas - Uma rota de aventura"

Clique para assistir ao documentário da viagem em 3 partes

Um sonho desde menino a ler livros sobre a Pororoca, a floresta mágica, o rio gigante. A realização deste sonho que nos faz grande, mas que nos mostra a nossa pequenez diante de um mundo completamente diferente do nosso. Foram 1.650 km descendo o maior rio do mundo em extensão e em volume d'água, mesmo que alguns livros desatualizados ainda coloquem o rio Nilo como o maior em comprimento, já é sabido desde a década de 80 que Jacques Cousteau encontrou uma nascente do Amazonas mais distante, tornando-se assim também o maior em percurso da sua nascente até sua foz. Um rio superlativo, onde vive o jacaré-açu (açu=grande em tupi-guarani), o peixe-boi, o boto-rosa, o tucuxi, o tambaqui, o pacu, o pirarucu, a sucuri, e toda a diversidade de vida vegetal e animal. Sem contar os inúmeros fungos, bactérias e vírus, a desafiar-nos com seus segredos e riscos. Assim, a Amazônia nos encanta e assusta, nos faz grandes e pequenos, numa mostra constante de contrastes que toca a alma do pensador, do sonhador, a conviver com pessoas tão simples e alegres, que nos permite questionar qual o sentido de nossa vida urbana na selva de arranha-céus.

Eis aqui um pouco de nossa expedição que durou 10 dias. Esperamos que você se sinta convocado por sua alma a seguir esses passos, ou a ousar ainda mais o que não fomos capazes de ousar nesse primeiro contato com a Amazônia.

 

Por Paulo e Maria Fernanda Randow

 

 

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Essas fotos foram tiradas da varanda do quarto do hotel Amazon suit em Manaus que tem vista para o porto, onde passa o rio Negro.

  

    

Esse é o Mercado Municipal, onde funciona um centro de comercialização de produtos típicos do Amazonas.

     

Nessas duas primeiras fotos pode ser vista a baía do rio Negro, na praia de Ponta Negra caracterizada por suas águas escuras. Destaque para a barraca de vendedores de passagens de barco, de frente para o Mercado Municipal, onde se consegue comprá-las a preços melhores.

   

Esse primeiro barco está levando pessoas para curtirem a praia de Tupé no domingo, com direito a muita música e animação. Sai cedo e só volta no final do dia. O segundo barco é o Comandante Paiva que nos levou para Parintins. Logo na saída foi abordado pela lancha da Marinha para uma vistoria de rotina.

   

     

O navio Comandante Paiva nos impressionou pela sua limpeza, organização e simpatia da tripulação. É servido café da manhã, almoço e jantar para os passageiros. Não se esqueça de comprar sua rede, pois não é oferecida nos barcos. Em qualquer cidade a oferta de redes é imensa, e variam de R$ 15,00 a R$ 180,00.

     

Essa primeira foto é de um posto de combustível que atende os navios e barcos que navegam os rios. Nessa última foto você pode ver o encontro do rio Negro com o rio Solimões, é nesse encontro que inicia o rio Amazonas. Como ele é o rio que chegará ao mar, ele dá nome para toda a bacia, ou seja, todos os afluentes que alimentam com suas águas o rio Amazonas. A nascente mais distante, o menor fio de água que brota da terra e que é batizado por outro nome, por alimentar um córrego, depois um riacho, até que chegue a um rio, será considerada a nascente do rio Amazonas. Se alguém descobrir uma outra nascente que percorre maior distância até o mar, torna-se essa nascente a nascente do rio que dá o nome à bacia.

     

Observe na primeira foto a quantidade de vegetação flutuando, trazidas pela correnteza do rio Solimões, que chega ao encontro das águas com o rio Negro com uma velocidade média de 7 km por hora, após ter retirado muitas árvores e barrancos das suas margens. O rio Solimões possui muitas de suas nascentes nas partes altas da cordilheira dos Andes, e depende do degelo no período de calor. Já o rio Negro, com suas águas ricas em lanolina originadas da decomposição de folhas que caem constantemente nos igarapés, surge principalmente de áreas baixas e depende mais das chuvas constantes na região, devido a evapotranspiração da floresta amazônica, e sua velocidade no encontro das águas próximo de Manaus é de 2,5 km por hora em média. Devido a composição das águas do rio Solimões ser mais densa do que as águas escuras e cristalinas do rio Negro, associado a maior velocidade do rio Solimões, promovem o fenômeno da divisão das águas barrentas de um lado, e negras do outro, o que ocorre por cerca de 7 km de extensão, sendo o rio Negro empurrado para a margem norte do rio Amazonas devido a força das águas do Solimões.

   

     

Chegada ao porto de Parintins, cuja estrutura flutuante está fundeada numa profundidade de 120m através de oito âncoras de oito a trinta toneladas, reguladas automaticamente por possantes motores através de grossas correntes. Este é o ponto mais profundo do rio Amazonas segundo estudos do Ministério dos Transportes.

     

Parintins é a cidade da festa do boi Caprichoso de cor negra e estrela azul na testa (primeira foto) e boi Garantido de cor branca e coração vermelho na testa (segunda foto), que acontecem em final de junho e início de julho. A cidade se divide em duas áreas, uma com adornos azuis nas ruas e casas e outra com adornos vermelhos. Atualmente, ocorre de algum morador ser torcedor da outra equipe e  coloca algum detalhe da cor contrária. O sr. Porrotó, um dos remanescente dos fundadores do boi bumbá em Parintins, afirma que até pouco tempo, não havia moradores de uma zona da cidade que era torcedor do outro grupo. É muito comum ver os triciclos e moto táxi pelas ruas de Parintins carregando pessoas e mercadorias para vários lugares.

   

O barco Deus Proverá nos levou até Santarém. É um navio um pouco maior que o Comandante Paiva.  Os passageiros almoçando e a organização de redes.

   

   

 

Imagens do percurso até Santarém e parada para fiscalização da polícia federal e IBAMA. Veja as barcaças com carretas sendo transportadas. Elas são empurradas por rebocadores que chegam a descer com 3 barcaças amarradas em seqüência. O piloto fica numa cabine bem alta. Um dos perigos para as embarcações são os trocos e árvores inteiras, trazidas pela erosão provocada pelo rio Solimões.

   

   

Esse banner é uma foto da praia do Depósito em Alter-do-chão que fica a 30 Km de Santarém. Ela é formada pelo rio Tapajós caracterizado pela sua coloração esverdeada e transparente, atingindo outras colorações também. Nessa época do ano só é possível visualizar a cobertura dos quiosques, devido a cheia do rio. Nele podemos ver muitos botos como o Tucuxi e o Boto Rosa que são a marca da festa na cidade. A serra Piroca é um dos pontos onde se pode avistar uma parte da extensão do rio Tapajós, Alter-do-Chão e Santarém.

       

O Amazon Star nos levou de Santarém a Belém. Foram dois dias de viagem a bordo de um navio com capacidade para 850 pessoas e 80 mil toneladas de carga. O navio oferece ar condicionado na primeira classe, camarotes e no último andar tem chuveiros para tomar banho de água do rio.

   

Imagens do rio Amazonas e parada na Hidroviária Municipal de Gurupá. Crianças aproveitam para vender salgados dentro do barco.

   

   

No caminho nos deparamos com crianças ou mães e filhos, ribeirinhos que remam em pequenas canoas até o navio em busca de algum presente ou donativo por parte dos passageiros. Esse ritual já é conhecido e a todo momento se vê uma canoa se aproximando no trecho da região da Ilha de Marajó, nos canais que vão ligar o rio Amazonas ao rio Pará.

   

Algumas crianças remam até o navio e através de um arpão que é chamado por eles de "s", atracam nos pneus que ficam amarrados ao navio. Ali, meninos e meninas aproveitam para vender produtos da região como palmito extraído da palmeira do açaí, pupunha e outras frutas da região.

         

Das dez horas da manhã até as dezoito horas, presenciamos constantemente as canoas com crianças ou adolescentes que pediam ou vendiam suas mercadorias.

   

   

As casas dos ribeirinhos na região dos furos da Ilha de Marajó são construídas geralmente ao lado de um pequeno igarapé, pois com a elevação das águas sobre a influência das marés, os peixes entram nos igarapés e quando a maré abaixa, ficam presos em redes ou cercas colocadas no início da vazante pelos ribeirinhos. Assim, todos os dias, com a subida e descida da maré, o peixe fresco para a alimentação está garantido. A água salgada do mar não entra na região dos furos, mas represa a água do rio Amazonas ou do Pará, promovendo a alteração do nível da água. Alguns ribeirinhos plantam 365 pés de mandioca, e com a retirada da mandioca do dia, replantam o pé cortando um dos galhos novos, assim, garantem a cada dia a farinha para comer com o peixe, junto com as frutas abundantes na região, como o buriti, a pupunha, o ingá e o açaí.

   

Imagens do rio Pará, redes guardadas e chegada a Belém. Uma curiosidade que nos contou o Comandante do Navio Amazon Star, Sr. Raimundo: a chegada na baía da Ilha de Marajó, no rio Pará, é sempre uma apreensão para os passageiros que chegam a Belém, pois devido a influência do mar nos meses de setembro a fevereiro, com a época das vazantes dos rios Amazonas e Pará, ocorrem ondulações vindas do mar que fazem o barco balançar, sendo isto uma novidade para muitos, acostumados com a tranqüilidade das águas dos rios. O nível do mar em Belém varia em 3 metros e oitenta centímetros, devido sua proximidade da Linha do Equador, que sofre maior influência da força gravitacional da Lua e do Sol. Para uma comparação, na região do RJ e ES o nível do mar varia até 1 metro e 70 centímetros.    

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