Roteiro de Viagem

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Fundos de Tela

 

Por Paulo e Mª Fernanda Randow

    Depois de meses de pesquisa sobre o rio Amazonas e afluentes, cidades do Amazonas e Pará, hotéis, costumes, embarcações e relatos de viajantes resolvemos realizar o sonho de descer o rio Amazonas de barco, aproveitando uma promoção da Gol. Compramos as nossas passagens por R$ 381,62 (Ida) e R$ 618,62 (volta).

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    Embarcamos no dia 21 de abril de 2006 no aeroporto de Confins em BH-MG ás 19:25 h, fazendo conexão em Brasília e chegando ás 23:15 h em Manaus. No avião conhecemos uma amazonense que resolveu ratear o táxi conosco. O deslocamento até o hotel no centro de Manaus ficaria em R$ 50,00, mas pagamos R$ 30,00. Nos hospedamos no Amazon Suit, que é um hotel simples com ar condicionado, geladeira, serviço de quarto e fica de frente para o rio Solimões, bem próximo ao Mercado Municipal e o porto. A diária do hotel era de R$ 45,00 e não tinha café da manhã. No dia seguinte acordamos e aproveitamos para conhecer o porto e o mercado. Ficamos impressionados com o movimento da cidade. O comércio é bem ativo, são muitas lojas e o comércio informal é bem marcante. No Mercado podemos ver a  riqueza em frutas, artesanatos, peixes e outras comidas típicas da região. Encontramos também a castanha do Pará que segundo os vendedores é na verdade do Amazonas. O sabor da castanha é outro, muito mais suculenta, chega a parecer com o sabor de coco. Soubemos que a castanha que é vendida para outros Estados é levemente torrada para conservar por mais tempo. No porto o movimento é bem grande também, com mercadorias sendo carregadas e descarregadas durante todo o tempo nas embarcações. Serviço não falta para os estivadores. Aproveitamos para conhecer sabores como o açaí com tapioca, o suco de cupuaçu, o buriti e o tucumã que é rico em vitamina A e é muito consumido na região. Outra coisa típica da região é o Tucupi, que é o caldo da mandioca temperado com ervas e vendido no mercado em garrafas pet, sendo usado no Tacacá (um preparo com camarão). A banana chips é típica em Manaus, sendo vendida em cada esquina por um vendedor ambulante. Conhecemos o teatro Amazonas, considerado um dos mais belos do mundo, para se fazer um tour por dentro é cobrada uma taxa de R$ 10,00. No domingo fizemos algumas filmagens durante a manhã, compramos nossas passagens de um vendedor que fica atrás do mercado vendendo em uma barraca por R$ 45,00 cada com destino a Parintins  e a tarde fomos para Ponta Negra para curtir a praia de água doce do rio Negro. A água é simplesmente uma delícia, na verdade não é bem uma praia, é um paredão com degraus onde a pessoa desce mas não da pé. A profundidade onde ficamos era de quase três metros. A cor escura da água chama bastante atenção.

    Na segunda, acordamos cedo e fomos comprar redes que são vendidas em várias lojas e camelôs em Manaus. Compramos por R$ 15,00 cada rede e aproveitamos para levar até o barco e garantir um bom local para espendurá-las. Embarcamos ás 15:30 hr no barco Comandante Paiva. Ficamos satisfeitos com a limpeza, cordialidade da tripulação e alimentação. Durante a viagem é servido café da manhã, almoço e janta, já incluídos na passagem. No terceiro andar do barco tem um bar e espaço para contemplar a paisagem. Logo na saída do porto, o barco foi abordado pela fiscalização da marinha para uma vistoria de rotina. A primeira noite na rede não foi fácil. As redes ficam muito próximas umas das outras e a gente custa a descobrir um jeito de se sentir mais confortável. A maneira melhor é deitar atravessado na rede. É importante levar um travesseiro e coberta, pois faz frio e no nosso caso pegamos uma chuva durante a noite, mas o barco tem lonas nas laterais que evitam chuva dentro da área de redes. A paisagem do rio é maravilhosa, ele é simplesmente imenso e as margens são alagadas. Essa é uma época de cheia do rio. Durante o percurso nos deparamos com garças a todo momento, balsas carregando mercadorias e outras embarcações. Um momento marcante é o encontro do rio Negro com o rio Solimões, onde os dois disputam forças e levam uma grande quantidade de vegetação ao longo do Amazonas como resultado desse fenômeno.

    Chegamos ás 10 horas da manhã em Parintins, pegamos uma boa chuva. Descemos no porto e fomos até a praça da prefeitura e nos hospedamos no hotel Parintins. A diária era R$ 35,00 e não tinha direito a café da manhã. No quarto tinha ar condicionado e frigobar.  Logo na chegada podemos observar a boa estrutura de bancos oferecida no local. O interessante é que o comércio da cidade fecha para horário de almoço. É impressionante a quantidade de motos que circulam na cidade. São muitas pessoas trabalhando com o serviço de moto táxi. Outra coisa interessante são os triciclos que carregam cargas e passageiros. A cidade é marcada pela rivalidade do boi garantido, caracterizado por um boi branco com um coração vermelho na testa e o boi caprichoso que é um boi preto com uma estrela azul na testa. Tivemos a oportunidade de conhecer o Sr. Porrotó, personalidade marcante da cidade, pois começou aos sete anos quando existia apenas o boi garantido. Hoje, aos 83 anos, mostra a sua indignação pela falta de interesse da agremiação diante de  sua figura que vivenciou a história do boi desde o início quando era apenas uma brincadeira trazida pelo seu pai adotivo do Maranhão e que tem como inspiração o boi bumbá. Cada bairro tem seu boi preferido e são enfeitadas pelas cores de cada grupo. O bumbódromo é imenso e as paredes do muro são enfeitadas com personagens do folclore em alto relevo. É importante citar a catedral da cidade, uma obra imensa que nesse momento esta sendo reformada.  Na quarta feira, de manhã, fomos comprar nossas passagens para Santarém, que custaram R$ 40,00 cada. O porto de Parintins foi inaugurado a 5 meses e ainda é possível ver a plataforma antiga. Esse é um dos pedaços mais fundos do rio e a plataforma é segurada por várias âncoras que vão até o fundo do rio e são controladas automaticamente todos os dias de acordo com a cheia e vazante.

    Partimos as 10:30 h, no barco Deus Proverá que já estava vindo cheio de passageiros de Manaus. Fomos logo procurar um bom local para colocar as redes. Antes de partir a fiscalização do porto veio fazer a inspeção e proibiu o barco de partir enquanto não fosse realizada uma limpeza na área de redes. O almoço foi servido logo na partida. No percurso ao longo do rio, pudemos ver pequenas fazendas em algumas áreas, ainda alagadas e com criação de boi e cavalos. Tivemos a oportunidade de aprender a fazer a boca de lobo na rede, que é uma maneira de diminuir o seu comprimento. Chegamos 1:30 h da manhã no porto de Santarém, mas só descemos do barco as sete horas. Desembarcamos e fomos logo descobrir aonde era o mercado para pegar o ônibus para Alter-do-chão. Tivemos sorte, pois fomos nos aproximando e o ônibus passando. Cada passagem custou R$ 1,80 e chegando nos hospedamos na pousada do Mingotti. O valor da diária foi de R$ 50,00 com direito a café da manhã. A tarde fomos até o rio Tapajós e pagamos R$ 15,00 a um rapaz para dar uma volta de canoa pelo rio. Nesta época do ano não é possível ver a praia, pois ela esta inundada. A gente só vê a cobertura dos quiosques. A água do rio é esverdeada e bem translúcida. É comum ver o boto Rosa e Tucuxi nesta região, que são os personagens da festa do boto na cidade. Nas proximidades da Serra da Piroca encontra-se jacarés também. No Final de outubro a fevereiro é a melhor época para se ir a Alter-do-chão, nesta fase pode se contemplar a praia. Na sexta acordamos cedo e fomos direto para o ponto pegar o ônibus de volta a Santarém, ele passou as 7 horas em ponto. Ao chegar no porto compramos as nossas passagem para Belém que custaram R$ 100,00 cada.

    Às 11 horas embarcamos no navio Amazon Star. É um navio bem grande e todo de ferro com capacidade para 800 pessoas. O navio oferece ar condicionado na primeira classe, camarotes e no último andar tem chuveiros para tomar banho de água do rio. São dois dias de viagem, sendo que no último dia ao se aproximar da região da Ilha de Marajó, nos canais que vão ligar o rio Amazonas ao rio Pará, a gente é recebido por crianças que vem remando em pequenas canoas até o navio para ganhar algum presente ou donativo. Nos deparamos a todo momento com esse cenário. Outras crianças remam até o navio, e através de um arpão que é chamado por eles de "s", atracam nos pneus que ficam amarrados ao navio. Ali, meninos e meninas aproveitam para vender produtos da região como palmito extraído da palmeira do açaí, pupunha e outras frutas. No domingo chegamos em Belém as 8:30 h da manhã. Pegamos um táxi e fomos direto para um hotel  chamado Rodo no centro da cidade, perto da rodoviária. A diária foi de R$ 45,00 com direito a café da manhã.  De noite aproveitamos para ir até a Estação das Docas, que era o antigo porto, hoje reformado e considerado ponto turístico da cidade, onde encontramos vários bares, restaurantes e lojas. Ficamos impressionados com o preço das coisas em Belém. O custo de vida é bem elevado. Encerramos nossa viagem pegando um ônibus até o aeroporto e embarcando ás 4:10 h no dia dois, fazendo conexão em Brasília e chegando ás 10:40h em Belo Horizonte.

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