Alma do Rio

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Amazônia

Descida do Rio Amazonas
Travessia Internacional do Brasil de Oeste a Leste


Pela Importância da Preservação da Floresta Amazônia

Projeto


Entre fevereiro e março de 2014, ano em que o Brasil será palco do maior evento de futebol do planeta, a Copa do Mundo, uma equipe de 20 canoístas brasileiros e estrangeiros, cruzarão o país da divisa do Brasil com o Peru, na cidade de Tabatinga-AM, até o Oceano Atlântico, na parte mais ocidental da Ilha de Marajó, na cidade de Chaves, percorrendo cerca de 3 mil quilômetros em aproximadamente 25 dias, remando a cada dia por percursos estabelecidos de acordo com a correnteza do rio, distância entre comunidades ribeirinhas, influência da maré a partir da cidade de Óbidos e a duração da luminosidade do dia nesse período, chegando a perfazer mais de 200 km em alguns trechos de alta correnteza, esses aventureiros com espírito ideológico em defesa da natureza, enfrentarão este desafio para ser mais um grito de alerta quanto aos problemas ambientais no planeta, em específico, ao risco de desequilíbrio ambiental provocado pelo desmatamento da Floresta Amazônica.

Logotipo


O logotipo mostra a correnteza do rio Amazonas representando o VERDE da Bandeira Nacional do Brasil, com o Caiaque representando o losango em AMARELO e a abertura do cokipt onde senta o remador representando o círculo em AZUL da bandeira. Os dizeres indicando o projeto de descer o rio Amazonas e realizar a travessia do Brasil de Oeste a Leste.

Organização


O projeto terá como executoras quatro organizações não governamentais, a saber: Alma do Rio, Águas do Rio Doce, ambas de atuação no território nacional, a KFTP – Kayaking for The People – que atua no continente europeu e africano, e a ABE – Aliança Brasileira nos Estados Unidos, que fará a integração com o continente Norte Americano.

Águas do Rio Doce     Alma do Rio      KFP      ABE

 

Plano de Integração dos Ribeirinhos para a Copa do Mundo de 2014


Os organizadores nacionais da Travessia do Rio Amazonas irão promover uma campanha de doação de bolas alusivas a Copa do Mundo de 2014, na forma de uma bola por km da travessia, para que possamos arrecadar o numerário correspondente a 3 mil bolas para serem distribuídas às crianças ribeirinhas de 6 a 12 anos, das comunidades onde a expedição irá parar ou pernoitar. Conforme o cronograma de descida, cada km remado corresponderá a uma bola a ser distribuída pelos canoístas ao chegar ao ponto de parada e pernoite. A equipe no Barco de Apoio irá chegar antecipadamente na comunidade de parada e irá preparar a distribuição das bolas, escolhendo junto com a comunidade as crianças a serem atendidas. Encherão as bolas e com a chegada dos remadores começará a distribuição, com a fotografia de cada criança com sua bola, para que o doador da bola número x, possa ver a foto da criança que receberá a bola que ele patrocinou e a criança possa ver a foto da pessoa ou empresa que lhe ofertou a bola.
Serão contatadas previamente as autoridades e pessoas locais para se tornarem Amigos da Expedição, ajudando na coordenação da parada, mobilizando escolas, entidades e a população para a passagem dos canoístas, preparando as condições para palestras e distribuição das bolas.
Desta forma, levaremos junto com a conscientização da importância da preservação da Floresta Amazônica para todo público do planeta, a alegria para as crianças do país da Copa, quando os olhos do mundo estarão voltados para nosso país.
A FIFA e a CBF serão convidadas a enviar jogadores para participarem de palestras e entrega de bolas às crianças ao longo do percurso.


Equipe nos caiaques


As entidades organizadoras farão convite a canoístas de vários países para reunir, por seleção de currículo de expedições, os membros aptos a realizar tal façanha, permanecendo em caiaques por mais de 12 horas diárias, ao longo de quase um mês.
Já existem canoístas inseridos na equipe, com larga experiência em longas travessias, que irão liderar o processo de seleção. O canoísta brasileiro Paulo Randow, diretor presidente e fundador da Alma do Rio, o canoísta português João Paulo Simões, que juntos planejaram e executaram o projeto Travessia de Portugal pelo rio Douro, já estão em contato com canoístas e entidades desse desporto, para completarem a equipe que fará a travessia nos caiaques.
Serão selecionados o total de 25 canoístas para comporem os 20 canoístas que irão iniciar a travessia nos 10 caiaques duplos e 5 canoístas reservas, que irão compor a retaguarda na substituição de algum canoísta que tiver dificuldade de continuar a jornada do dia, ou estarem em comum acordo de fazerem trechos diários em revezamento.
Será de grande importância que um dos canoístas seja nativo na Floresta Amazônica, participante de uma das etnias dos Povos da Floresta. Para essa intenção, buscaremos apoio da FUNAI – Fundação Nacional do Índio.
Os Governos do Amazonas, Pará e Amapá, serão convidados a enviar um canoísta para representar seu  estado. Os Estados sede dos jogos da Copa do Mundo também serão convidados a enviar um canoísta representante.
Será disponibilizado um caiaque duplo para que em alguns trechos do percurso, seja oferecido vaga para algum representante local, nas cidades inseridas no trajeto, para que participe de forma festiva da descida.


Equipe de Reportagem


A entidade Águas do Rio Doce conta com uma equipe de reportagem consagrada com mais de 20 anos de programas para TV e publicação de revistas e livros, além de realização de diversos eventos em defesa do meio ambiente, com o foco principal a água.
Esta equipe fará toda a coordenação técnica do aproveitamento de imagens e a realização de reportagens junto aos ribeirinhos, bem como as autoridades das localidades onde a expedição irá pernoitar, chegando uma equipe a frente dos canoístas, para realizar a parte do projeto que visa integração do projeto com as comunidades, realizar entrevistas e fazer tomadas para o documentário em vídeo, livro e revistas.
Em alguns caiaques será montado um sistema de câmeras a prova d’água e automáticas, que irão tirar fotos a cada tempo estabelecido em 4 direções, permitindo a composição de imagens a serem utilizadas por um programa de computador, para que pessoas possam navegar virtualmente por todo o percurso, vendo as paisagens vivenciadas pelos canoístas.


Equipe de Apoio


Uma equipe composta por paramédico, cozinheiro e governança, além da tripulação dos barcos alugados, estará sempre pronta para atender as necessidades dos canoístas, selecionando os alimentos e cuidando das refeições que serão planejadas antecipadamente por nutricionistas de universidades da região amazônica, convidadas a apoiarem o projeto, podendo prescrever alimentação balanceada para cada caso, indicar os alimentos regionais, orientar na escolha dos produtos em cada parada do barco de apoio, prestar os primeiros socorros se houver necessidade, acompanhar para um posto de saúde local para atender alguma demanda, fazendo o abastecimento de água potável, mantimentos e produtos de limpeza, mantendo o barco de apoio organizado, fazer o planejamento para receber as autoridades e convidados, além de prestar suporte aos canoístas em cada parada.
Além do paramédico, cozinheiro, governança e tripulação, seguirão no Barco de Apoio:

  • Fotógrafo – Responsável por cobrir todo o evento em terra e água, para colher material que irá compor o livro da expedição, o site, as exposições e para reportagens em mídia de patrocinadores e espontânea. Poderá em alguns trechos acompanhar os canoístas na Chalana para obter imagens dos remadores.
  • Repórter – Responsável por relatar todo o evento em terra e água, para alimentar o site, blogs, redes sociais, entrevistar a equipe, os ribeirinhos, as autoridades. Estará conectado com a internet por satélite para manter atualizadas as informações de cada etapa da expedição.
  • Escritor – Responsável por registrar em texto todo o evento em terra e água, para compor o livro da expedição a ser lançado em todo Brasil após a realização da aventura.
  • Cinegrafista – Responsável por cobrir todo o evento em terra e água, para colher material que irá compor o filme da expedição, além de fornecer imagens para o site e reportagens em mídia de patrocinadores e espontânea. Poderá em alguns trechos acompanhar os canoístas na Chalana para obter imagens dos remadores.
  • Pescador Esportivo – Responsável por elaborar o Guia de Pesca Esportiva que acompanhará o Livro da Expedição, conversando com os pescadores locais sobre os pontos de pesca, as espécies endêmicas, as melhores técnicas para captura esportiva, as empresas ou contatos que possam ajudar o turista a experimentar a pesca na região.
  • Coordenador da Expedição - Responsável por toda integração das diversas entidades locais, regionais, nacionais e estrangeiras, patrocinadores, autoridades. Todas as decisões quanto à expedição deverão ser decididas em consenso, sendo a sua decisão a palavra final, por conhecer toda a amplitude do projeto e estar apto a encontrar as melhores opções.
  • Coordenadora da Comunicação - Responsável por toda comunicação entre as diversas entidades locais, regionais, nacionais e estrangeiras, patrocinadores, autoridades. Todas as decisões quanto à comunicação e mídia deverão ser decididas em consenso, sendo a sua decisão a palavra final, por conhecer toda a amplitude do projeto e estar apta a expressar da melhor forma o ideal da expedição.
  • Canoístas Reservas –3 canoístas reservas seguirão no Barco de Apoio para preparar a distribuição das bolas alusivas a Copa do Mundo de 2014, organizar as palestras e apoiar os coordenadores da expedição.


Barcos de Apoio


Será alugado um Barco de Apoio com capacidade para 40 pessoas, contendo alguns camarotes com camas e áreas para colocação de redes para descanso, com uma tripulação experientes na navegação do Rio Solimões e Amazonas, além de um barco menor, conhecido como “Chalana” com capacidade para 6 pessoas e dois barcos de alumínio, conhecidos por “Voadeiras”, que farão o socorro rápido e deslocamento eventual entre o Barco de Apoio e a Chalana . Uma Voadeira ficará a reboque no Barco de Apoio e a outra a reboque na Chalana.
No Barco de Apoio será montado em um dos camarotes uma Sala de Redação com notebook, impressora e equipamentos de comunicação por satélite, conectado a Internet, para dar suporte a equipe de reportagens.
O Barco de Apoio partirá duas horas após a saída dos canoístas para apoiá-los próximo da terceira hora de remada, permitindo um rápido lanche, abastecimento de água potável, alongamento dos músculos e atendimento breve, se necessário, pelo paramédico. Seguirá em seguida para o próximo ponto de parada, preparando a chegada dos canoístas, oferecendo condições para a equipe de reportagem fazer suas atividades, além de promover o abastecimento de frutas, legumes e outros víveres para toda equipe.
A Chalana acompanhará os canoístas durante todo o percurso, dando suporte com água e alimentos, bem como atendendo emergencialmente alguma ocorrência que necessite embarcar algum canoísta para atendimento imediato, pelo paramédico, e a possibilidade de seguir rapidamente para o Barco de Apoio ou alguma localidade próxima, utilizando a Voadeira.
Nas chalanas irão dois piloteiros experientes e conhecedores da região, para que um possa pilotar a Voadeira a reboque em caso de necessidade.
Também irão os dois canoístas reservas que terão a incumbência de registrar imagens em foto e vídeo, sendo que para isso, todos os canoístas participantes receberão instruções e dicas sobre as técnicas de filmagem e fotografia, para que as imagens possam ser utilizadas no filme, livro da expedição, sites, blogs e redes sociais. Como conhecem melhor os problemas dos canoístas, orientarão os piloteiros sobre a forma de aproximação aos caiaques e atracação. Fornecerão aos canoístas água e alimentos quando solicitados. O canoísta que necessitar de suporte da Chalana irá colocar seu remo em posição vertical, como um mastro, chamando a atenção de todos. Essa é a forma universal de pedido de apoio em barcos a remo.


Caiaques


Seguindo o mesmo critério da Travessia de Portugal pelo Rio Douro, buscaremos apoio de um fabricante de caiaques que possa fornecer o empréstimo de 10 caiaques duplos adequado a longas travessias, com todos os itens importantes para facilitar o empenho dos canoístas, tais como:  Leme retrátil, comandado de dentro do cockpit, cockpits confortáveis e seguros para superar ondas provocadas por embarcações maiores e o vento, comando de leme fácil de regular para as diferentes alturas dos canoístas, capacidade de navegar em linha reta, excelente estabilidade, assentos e apoios lombares reguláveis, compartimentos estanques de carga, com tampas de neoprene e fibra, elásticos de deck, apoios de joelho e saias de neopreme para impedir entrada de água no cockpits, além dos remos compatíveis com o desempenho do caiaque e coletes salva-vidas compatíveis com o peso de cada participante.


Logística


Os canoístas estrangeiros irão custear ou buscar patrocínio para as passagens de ida e volta ao Brasil, para o Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro, para que de lá, toda equipe possa seguir com destino a Manaus e depois para Tabatinga.
Os organizadores nacionais irão buscar patrocínio para os deslocamentos dentro do Brasil, bem como todas as necessidades de estadia e suporte para a reunião de todos os participantes no ponto de partida, em Tabatinga.
A equipe de apoio irá para Tabatinga duas semanas antes da partida da travessia, para organizar o evento, preparando todos os itens necessários para a boa execução da aventura.
Da mesma forma, os caiaques seguirão antecipadamente para Tabatinga, onde iremos contatar a Divisão do Exército Brasileiro em Tabatinga para servir de base e apoio logístico da expedição.


Apoio Europeu à Instituição Ribeirinha no Trajeto da Descida do Amazonas


A ONG KAYAKING FOR THE PEOPLE (KFTP) será o parceiro europeu da equipe que pretende fazer a descida do rio Amazonas em território brasileiro, de Tabatinga à Foz.
A participação da KFT na expedição estará revestida das duas vertentes essenciais que a compõem enquanto ONG solidária:

  • Desenvolver um projeto solidário em torno da expedição, envolvendo pareceria com uma ONG da bacia do Amazonas com intervenção ao nível da educação, saúde e conservacionismo;
  • Proporcionar uma experiência inesquecível aos seus canoístas, proporcionando-lhes uma aventura de vida com a realização de um feito pessoal notável e a participação na respectiva vertente solidária.

O projeto de angariação de fundos para a vertente solidária da expedição passa pelo seguinte conceito: Amazonas, 3000 km de solidariedade 1€/km. Trata-se de solicitar a empresas, entidades, amigos, redes sociais e outras fontes, que contribuam com km (euros) para ajudar a obter 3.000 km (euros). A participação de escolas no projeto será outra prioridade, seja através da angariação de fundos, seja através do acompanhamento e apadrinhamento da expedição.
Para além do cumprimento dos objetivos acima enunciados, a KFTP agirá de igual modo como parceiro em todas as iniciativas promovidas pelos organizadores brasileiros, antes, durante e depois da expedição.


Canoístas Substitutos


Serão selecionados 25 canoístas, sendo 20 para o início da travessia e 5 reservas. Os canoístas reservas terão sua ordem definida, de forma que os dois canoístas reservas imediatos, terão sua atividade na Chalana seguindo os canoístas nos caiaques, para orientar os piloteiros no processo de acompanhamento e abordagem, fornecendo água e alimentação aos canoístas, além de registrarem imagens em foto e vídeo.
Quando um dos canoístas principais sentir dificuldades de continuar o percurso diário, o canoísta reserva imediato assumirá sua posição e o canoísta substituído passará a ser um canoísta reserva de posição 5. Desta forma, no outro dia, este canoísta irá assumir a atividade junto aos outros dois canoístas reservas que acompanham o barco de apoio, para prepararem as condições junto à comunidade de parada, fazendo os contatos para a distribuição das bolas e organizando toda a estrutura para acontecimento da entrega.
Com isso, na possibilidade de retornar a remar após 5 desistências, este canoísta terá mais condições de recuperação para retorno ao remo, bem como está forma de substituição nutrirá o espírito dos canoístas reservas de estarem prontos para assumir sua posição no caiaque e remar até o fim do percurso, na Ilha de Marajó, na cidade de Chaves.


Percurso e Paradas (Em avaliação)

Travessia Internacional do Brasil pelo Rio Amazonas

Dia

Kms

 

Cidade

Acumulado

Km/h (12 horas)

1

152

 

Fazenda São Domigos

152

12,7

2

158

 

Amaturá

310

13,2

3

87

 

Tonantins

397

7,3

4

152

 

Jutai

549

12,7

5

127

 

Fonte Boa

676

10,6

6

177

 

Uarini

853

14,8

7

64

 

Tefé

917

5,3

8

208

 

Coari

1125

17,3

9

129

 

Codajás

1254

10,8

10

190

 

Manacapuru

1444

15,8

11

139

 

Próximo Manaus já no Amazonas

1583

11,6

12

129

 

Itaquatiara

1712

10,8

13

94

 

Margem Sul - Vilarejo

1806

7,8

14

145

 

Parintins

1951

12,1

15

92

 

Juruti

2043

7,7

16

74

 

Óbidos

2117

6,2

17

118

 

Santarem

2235

9,8

18

108

 

Monte Alegre

2343

9,0

19

66

 

Prainha

2409

5,5

20

108

 

Almeirim

2517

9,0

21

70

 

70 km de Almeirim

2587

5,8

22

86

 

86 km após

2673

7,2

23

125

 

Macapá

2712

10,4

24

125

 

Chaves

2798

10,4

2923

 

CHEGADA

2798

 

 

21 de abril a 2 de maio de 2006

Descida do Rio Amazonas para organização do projeto:

"Rio Amazonas - Uma rota de aventura"

Clique para assistir ao documentário da viagem em 3 partes

Fotos da Viagem Fundos de Tela Roteiro de Viagem

 

Um sonho desde menino a ler livros sobre a Pororoca, a floresta mágica, o rio gigante. A realização deste sonho que nos faz grande, mas que nos mostra a nossa pequenez diante de um mundo completamente diferente do nosso. Foram 1.650 km descendo o maior rio do mundo em extensão e em volume d'água, mesmo que alguns livros desatualizados ainda coloquem o rio Nilo como o maior em comprimento, já é sabido desde a década de 80 que Jacques Cousteau encontrou uma nascente do Amazonas mais distante, tornando-se assim também o maior em percurso da sua nascente até sua foz. Um rio superlativo, onde vive o jacaré-açu (açu=grande em tupi-guarani), o peixe-boi, o boto-rosa, o tucuxi, o tambaqui, o pacu, o pirarucu, a sucuri, e toda a diversidade de vida vegetal e animal. Sem contar os inúmeros fungos, bactérias e vírus, a desafiar-nos com seus segredos e riscos. Assim, a Amazônia nos encanta e assusta, nos faz grandes e pequenos, numa mostra constante de contrastes que toca a alma do pensador, do sonhador, a conviver com pessoas tão simples e alegres, que nos permite questionar qual o sentido de nossa vida urbana na selva de arranha-céus.

Eis aqui um pouco de nossa expedição que durou 10 dias. Esperamos que você se sinta convocado por sua alma a seguir esses passos, ou a ousar ainda mais o que não fomos capazes de ousar nesse primeiro contato com a Amazônia.

 

Por Paulo e Maria Fernanda Randow

 

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Essas fotos foram tiradas da varanda do quarto do hotel Amazon suit em Manaus que tem vista para o porto, onde passa o rio Negro.

  

    

Esse é o Mercado Municipal, onde funciona um centro de comercialização de produtos típicos do Amazonas.

     

Nessas duas primeiras fotos pode ser vista a baía do rio Negro, na praia de Ponta Negra caracterizada por suas águas escuras. Destaque para a barraca de vendedores de passagens de barco, de frente para o Mercado Municipal, onde se consegue comprá-las a preços melhores.

   

Esse primeiro barco está levando pessoas para curtirem a praia de Tupé no domingo, com direito a muita música e animação. Sai cedo e só volta no final do dia. O segundo barco é o Comandante Paiva que nos levou para Parintins. Logo na saída foi abordado pela lancha da Marinha para uma vistoria de rotina.

   

     

O navio Comandante Paiva nos impressionou pela sua limpeza, organização e simpatia da tripulação. É servido café da manhã, almoço e jantar para os passageiros. Não se esqueça de comprar sua rede, pois não é oferecida nos barcos. Em qualquer cidade a oferta de redes é imensa, e variam de R$ 15,00 a R$ 180,00.

     

Essa primeira foto é de um posto de combustível que atende os navios e barcos que navegam os rios. Nessa última foto você pode ver o encontro do rio Negro com o rio Solimões, é nesse encontro que inicia o rio Amazonas. Como ele é o rio que chegará ao mar, ele dá nome para toda a bacia, ou seja, todos os afluentes que alimentam com suas águas o rio Amazonas. A nascente mais distante, o menor fio de água que brota da terra e que é batizado por outro nome, por alimentar um córrego, depois um riacho, até que chegue a um rio, será considerada a nascente do rio Amazonas. Se alguém descobrir uma outra nascente que percorre maior distância até o mar, torna-se essa nascente a nascente do rio que dá o nome à bacia.

     

Observe na primeira foto a quantidade de vegetação flutuando, trazidas pela correnteza do rio Solimões, que chega ao encontro das águas com o rio Negro com uma velocidade média de 7 km por hora, após ter retirado muitas árvores e barrancos das suas margens. O rio Solimões possui muitas de suas nascentes nas partes altas da cordilheira dos Andes, e depende do degelo no período de calor. Já o rio Negro, com suas águas ricas em lanolina originadas da decomposição de folhas que caem constantemente nos igarapés, surge principalmente de áreas baixas e depende mais das chuvas constantes na região, devido a evapotranspiração da floresta amazônica, e sua velocidade no encontro das águas próximo de Manaus é de 2,5 km por hora em média. Devido a composição das águas do rio Solimões ser mais densa do que as águas escuras e cristalinas do rio Negro, associado a maior velocidade do rio Solimões, promovem o fenômeno da divisão das águas barrentas de um lado, e negras do outro, o que ocorre por cerca de 7 km de extensão, sendo o rio Negro empurrado para a margem norte do rio Amazonas devido a força das águas do Solimões.

   

     

Chegada ao porto de Parintins, cuja estrutura flutuante está fundeada numa profundidade de 120m através de oito âncoras de oito a trinta toneladas, reguladas automaticamente por possantes motores através de grossas correntes. Este é o ponto mais profundo do rio Amazonas segundo estudos do Ministério dos Transportes.

     

Parintins é a cidade da festa do boi Caprichoso de cor negra e estrela azul na testa (primeira foto) e boi Garantido de cor branca e coração vermelho na testa (segunda foto), que acontecem em final de junho e início de julho. A cidade se divide em duas áreas, uma com adornos azuis nas ruas e casas e outra com adornos vermelhos. Atualmente, ocorre de algum morador ser torcedor da outra equipe e  coloca algum detalhe da cor contrária. O sr. Porrotó, um dos remanescente dos fundadores do boi bumbá em Parintins, afirma que até pouco tempo, não havia moradores de uma zona da cidade que era torcedor do outro grupo. É muito comum ver os triciclos e moto táxi pelas ruas de Parintins carregando pessoas e mercadorias para vários lugares.

   

O barco Deus Proverá nos levou até Santarém. É um navio um pouco maior que o Comandante Paiva.  Os passageiros almoçando e a organização de redes.

   

   

 

Imagens do percurso até Santarém e parada para fiscalização da polícia federal e IBAMA. Veja as barcaças com carretas sendo transportadas. Elas são empurradas por rebocadores que chegam a descer com 3 barcaças amarradas em seqüência. O piloto fica numa cabine bem alta. Um dos perigos para as embarcações são os trocos e árvores inteiras, trazidas pela erosão provocada pelo rio Solimões.

   

   

Esse banner é uma foto da praia do Depósito em Alter-do-chão que fica a 30 Km de Santarém. Ela é formada pelo rio Tapajós caracterizado pela sua coloração esverdeada e transparente, atingindo outras colorações também. Nessa época do ano só é possível visualizar a cobertura dos quiosques, devido a cheia do rio. Nele podemos ver muitos botos como o Tucuxi e o Boto Rosa que são a marca da festa na cidade. A serra Piroca é um dos pontos onde se pode avistar uma parte da extensão do rio Tapajós, Alter-do-Chão e Santarém.

       

O Amazon Star nos levou de Santarém a Belém. Foram dois dias de viagem a bordo de um navio com capacidade para 850 pessoas e 80 mil toneladas de carga. O navio oferece ar condicionado na primeira classe, camarotes e no último andar tem chuveiros para tomar banho de água do rio.

   

Imagens do rio Amazonas e parada na Hidroviária Municipal de Gurupá. Crianças aproveitam para vender salgados dentro do barco.

   

   

No caminho nos deparamos com crianças ou mães e filhos, ribeirinhos que remam em pequenas canoas até o navio em busca de algum presente ou donativo por parte dos passageiros. Esse ritual já é conhecido e a todo momento se vê uma canoa se aproximando no trecho da região da Ilha de Marajó, nos canais que vão ligar o rio Amazonas ao rio Pará.

   

Algumas crianças remam até o navio e através de um arpão que é chamado por eles de "s", atracam nos pneus que ficam amarrados ao navio. Ali, meninos e meninas aproveitam para vender produtos da região como palmito extraído da palmeira do açaí, pupunha e outras frutas da região.

         

Das dez horas da manhã até as dezoito horas, presenciamos constantemente as canoas com crianças ou adolescentes que pediam ou vendiam suas mercadorias.

   

   

As casas dos ribeirinhos na região dos furos da Ilha de Marajó são construídas geralmente ao lado de um pequeno igarapé, pois com a elevação das águas sobre a influência das marés, os peixes entram nos igarapés e quando a maré abaixa, ficam presos em redes ou cercas colocadas no início da vazante pelos ribeirinhos. Assim, todos os dias, com a subida e descida da maré, o peixe fresco para a alimentação está garantido. A água salgada do mar não entra na região dos furos, mas represa a água do rio Amazonas ou do Pará, promovendo a alteração do nível da água. Alguns ribeirinhos plantam 365 pés de mandioca, e com a retirada da mandioca do dia, replantam o pé cortando um dos galhos novos, assim, garantem a cada dia a farinha para comer com o peixe, junto com as frutas abundantes na região, como o buriti, a pupunha, o ingá e o açaí.

   

Imagens do rio Pará, redes guardadas e chegada a Belém. Uma curiosidade que nos contou o Comandante do Navio Amazon Star, Sr. Raimundo: a chegada na baía da Ilha de Marajó, no rio Pará, é sempre uma apreensão para os passageiros que chegam a Belém, pois devido a influência do mar nos meses de setembro a fevereiro, com a época das vazantes dos rios Amazonas e Pará, ocorrem ondulações vindas do mar que fazem o barco balançar, sendo isto uma novidade para muitos, acostumados com a tranqüilidade das águas dos rios. O nível do mar em Belém varia em 3 metros e oitenta centímetros, devido sua proximidade da Linha do Equador, que sofre maior influência da força gravitacional da Lua e do Sol. Para uma comparação, na região do RJ e ES o nível do mar varia até 1 metro e 70 centímetros.    

 

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